sábado, 12 de maio de 2012

Um Tal de Coração

Lembro-me bem das feridas. A orquestra da desilusão apresentou-se em três atos. Foras três atos distintos entre si, mas que de alguma forma me atingiram. Três vezes o mundo que eu havia construído de forma planejada e idealizada foi ruído pela minha falta de atitude. Foi culpa minha.

Aconteceram desencontros, mas percebi que as pessoas não são do jeito que a gente quer. Muito pelo contrário, somos todos humanos e sentimos os mesmos sentimentos, só que de um jeito próprio. Aqueles tais atos me nocautearam psicologicamente. Foram três noites sem dormir, três lágrimas que não caíram (surpreendentemente), três vezes que recomecei do zero.

Mas a vida meu rapaz, assim como uma boa ópera, não é composta por apenas três atos. E o quarto ato pode já ter acontecido, ou estar ocorrendo neste exato momento. Já dizia um grande poeta: "Um coração não se faz com a mão". E realmente, um coração, esse coração, ganhou férias. Férias absurdamente merecidas. Férias da tristeza, da decepção, da desilusão. E foram férias muito revigorantes. Bons tempos sem sofrer. Agora, posso estar voltando ao trabalho.  Muito mais forte, revigorado e protegido por uma couraça composta por tudo aquilo que algum dia já me feriu.

Então, cá estou, o poeta que jura não escrever somente sobre o amor. Mas vez ou outra, é um tal de coração que comanda a nossa vida.

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