Quando fiz uma piada idiota
Eu vi tu sorrindo, guria
Um leve comentário, criativa anedota
E isso valeu meu dia
Quando vi que tu estavas sozinha
Dei-te um abraço, guria
Enquanto com outra ele caminha
Contigo eu estava e era isso que valia
Quando anoiteceu na tua vida
Segurei tua mão, guria
Ele se divertia em alguma saída
E eu te consolava na noite mais fria
Quando tu choraste no meu ombro
Eu te apoiei, guria
Revirei todos os escombros,
Sem nem saber o que lhe diria
Quando a ferida no peito ardia
Dei-te meu coração, guria
Enquanto ele se divertia
Com qualquer outra vadia
Mas quando o sol não se demora,
Acordo com o brilho da aurora
Percebo que é um sonho sem piedade
Com muitos fatos da nossa realidade.
"Se eu falasse só de amor, seria um dos Ursinhos Carinhosos e não um escritor" - Lucas Silveira
sexta-feira, 13 de abril de 2012
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Infinitas Faces - Olhar pelo Retrovisor
"A possibilidade de dividir-me em vários "eus" foi interessante, então veja minha visão peculiar sobre mínimos detalhes que compõem este narrador" pensou o garoto naquela noite.
Sou aquele que acorda de manhã, procura o que vestir e prepara-se para mais um dia de vida. Aquele que tem sono, preguiça e que se preocupa com que os outros vão falar de mim. Ah, como falam. Sou aquele que gosta de boa música, comida caseira, sair com os amigos, ficar com a família...
Sou o cara da calça preta, do tênis batido e da camiseta descolada. O cara que te dá bom dia, que balança a perna irritantemente, que conta uma piada sem nexo algum para ver o seu sorriso. O cara que se acha o sarcástico, o irônico, o inteligente. Sou o guri do cabelo liso, dos óculos "cheidistilo" (como diria um conhecido), do relógio preto e da fina corrente prateada.
Sou o tal que te olha nos olhos. O tal que pega ônibus com você, gosta daquilo que é criativo. O tal que entra no elevador contigo, dá um sorriso discreto e tenta ser o mais simpático possível. O tal que está atrás de você na fila, que está no carro ao lado. Sou quem comete erros e busca corrigi-los da melhor forma existente.
Sou o sujeito que se encanta com banalidades fantásticas. O sujeito que ri quando tu ri, que chora quando tu chora, que te abraça num momento de fraqueza. Sou o sujeito que faz o caminho mais longo só para passar do teu lado.
Sou o que sou e não o que pensam. Sou um pobre resto de esperança, sentado à beira da estrada.
Sou tudo isso e continuo sendo nada. Sou mais um sonhador, no céu com pensamentos.
Sou aquele que acorda de manhã, procura o que vestir e prepara-se para mais um dia de vida. Aquele que tem sono, preguiça e que se preocupa com que os outros vão falar de mim. Ah, como falam. Sou aquele que gosta de boa música, comida caseira, sair com os amigos, ficar com a família...
Sou o cara da calça preta, do tênis batido e da camiseta descolada. O cara que te dá bom dia, que balança a perna irritantemente, que conta uma piada sem nexo algum para ver o seu sorriso. O cara que se acha o sarcástico, o irônico, o inteligente. Sou o guri do cabelo liso, dos óculos "cheidistilo" (como diria um conhecido), do relógio preto e da fina corrente prateada.
Sou o tal que te olha nos olhos. O tal que pega ônibus com você, gosta daquilo que é criativo. O tal que entra no elevador contigo, dá um sorriso discreto e tenta ser o mais simpático possível. O tal que está atrás de você na fila, que está no carro ao lado. Sou quem comete erros e busca corrigi-los da melhor forma existente.
Sou o sujeito que se encanta com banalidades fantásticas. O sujeito que ri quando tu ri, que chora quando tu chora, que te abraça num momento de fraqueza. Sou o sujeito que faz o caminho mais longo só para passar do teu lado.
Sou o que sou e não o que pensam. Sou um pobre resto de esperança, sentado à beira da estrada.
Sou tudo isso e continuo sendo nada. Sou mais um sonhador, no céu com pensamentos.
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